Descrição do projeto - BV 40

O cata BV 40 foi concebido para velejar rápido, ter acesso às praias e locais rasos de nosso litoral e assim como da maioria das regiões de clima tropical. Portanto, estes motivos foram determinantes para se projetar um barco com pouco calado, leme retrátil, deslocamento relativamente pequeno, implantação de bolinas para navegação em oceano, mastreação simplificada e velas autocambantes.

Outro aspecto relevante nesse projeto é a baixa necessidade de potência na motorização, com o objetivo de redução de custos e o não comprometimento do desempenho à vela, sempre prejudicado pelo excesso de peso com motorização, propulsão e combustível. O arranjo interno racionaliza ao máximo o uso de áreas fechadas, sem relevar o conforto disponível em catamarãs de cruzeiro, com pé direito mínimo de 1,80m nas áreas de circulação de cascos e cabine. Nas acomodações internas do modelo atual estão disponibilizados três camarotes com privacidade dispondo cada um de leito casal e armários.Além de um banheiro completo para convidados, há um privativo do comandante. A cozinha, o estar e a mesa de navegação foram instaladas na cabine central. O seu design privilegia o uso de áreas abertas, como amplo cockpit, passagens facilitadas no convés e confortável espaço de proa.Na popa foi instalada uma outra passarela de serviços, mergulho ou para embarque do caíque e acesso à água, por meio de escada de popa. A disposição do arranjo desse catamarã também pode-se prestar ao uso em day charter, serviço ou mergulho.

MATERIAIS E TÉCNICA DE CONSTRUÇÃO

Os materiais e as técnicas construtivas adotados nos cascos e estruturas do barco evoluíram naturalmente da tradição adotada pelo estaleiro, que há vários anos utilizava o sistema de strip planking de cedro, tecidos de fibra de vidro e resina epóxi, para a construção com espumas de célula fechada de alta densidade (foam cored AIREX ) como núcleo, em vez da madeira, combinando o uso desse material tanto em placas como em strip planking (ripas de espuma). Esta técnica, que reúne diversos tecidos de fibras de vidro, carbono e resinas epóxi e poliéster isoftálica é adotada em todo o barco, casco, convés e cabine central. O acabamento é em gel isso e ou em pintura de tinta de poliuretano.

ANTECEDENTES DO PROJETO

A principal referência foi sobretudo as experiências próprias, bem sucedidas, com catamarãs de concepção semelhante, dosado com o conforto dos catas convencionais de cruzeiro e aprimorado com a aplicação adaptada de algumas tendências dos atuais multicascos racers offshore . A falta de oferta no mercado de um catamarã que não perca o seu aspecto original de barco simples, que as acomodações não extrapolem os limites do essencial, ofereça convés espaçoso, desobstruído e genuinamente tropical, nos sinalizou na direção do desenvolvimento e execução desse modelo, o BV 40, cuja primeira unidade lançada foi batizada “ Sterna p. "

NAVEGANDO

O BV 40 se classifica na categoria dos catamarãs de oceano comumente denominada de Sport Cruiser . A expressão “esportivo de cruzeiro” caracteriza muito bem este barco navegando na prática. Acelera fácil, tem boa velocidade, reposta rápida e sensível do leme, comando por cana, várias opções de uso de velas, dispensa motorização.

O modelo BV40, Sterna p., já está amplamente testado, tendo registrado mais de 12.000 milhas navegadas. O seu comportamento tanto pode ser considerado convencional, semelhante à maioria dos catas de tamanho similar, quando utiliza a buja autocambante e a mestra, ou um comportamento mais radical, digamos assim, quando em ventos mais frescos, utilizando a genoa 110% ou a genoa do gurupés, ou ainda, spi assimétrico nos ventos favoráveis.

Quando está se fazendo um cruzeiro, vento real de 15 a 18 nós, predominantemente contrários, ele vai muito bem com buja autocambante e mestra. Permite o enfrentamento do mar de proa com mais suavidade e facilidade nas manobras e cambações, não há o passa-passa de escotas. Nestas condições, com bolinas abaixadas, o ângulo de orça se situa em torno dos 45º e a velocidade em torno dos 7 nós, podendo ser maior dependendo da situação do mar. A buja autocambante se presta para todas as situações, não necessariamente apenas em orça.

Em condições mais favoráveis, com uma das velas de proa maiores içadas, esta velocidade aumenta consideravelmente, atingindo-se um patamar de 11 a 13 nós, ou um degrau acima, com a genoa de gurupés ou o spi assimétrico, na casa dos 15 a 17 nós, com vento de 110 a 120º.

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